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Coruche, Fajarda e Erra
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Coruche, Fajarda e Erra

Coruche

Coruche, essencialmente agrícola, é uma terra que se revela através da sua ligação profunda ao rio Sorraia, cuja água é a base de sua riqueza. A planície que se estende na margem esquerda deste rio é dominada pela pecuária e pela floresta, com destaque para o outeiro onde, antigamente, se erguia o Castelo de Coruche. Este foi destruído pelos mouros em 1180, e, embora não restem vestígios da fortaleza, no local foi construída a Ermida de Nossa Senhora do Castelo. Aqui, no adro da ermida, encontra-se o grande miradouro da vila, o qual oferece uma vista panorâmica deslumbrante, não só sobre Coruche, mas também sobre o rio Sorraia e a vasta campina do vale. O miradouro é, sem dúvida, um dos maiores encantos de Coruche.

O nome de Coruche só surge nos documentos da primeira metade do século XII, sendo nas suas versões mais antigas, "Culuchi" e "Coluchi". O topónimo foi estudado por Joaquim Silveira, que o ligou ao vocábulo "corucho", que se refere à extremidade alta e acuminada de um monte, associando o nome ao outeiro onde se erguia o castelo medieval e a torre de atalaia.

A origem de Coruche é alvo de várias teorias. Alguns historiadores atribuem a sua fundação aos galo-celtas no ano 308 a.C., uma ideia refutada por Margarida Ribeiro, que defende uma origem romana, durante o período de pacificação das zonas conquistadas. Coruche teria, assim, evoluído a partir de latifúndios agrícolas no período romano, com uma forte influência da laboração agrícola da época.

Após a conquista muçulmana, Coruche foi reconquistada por D. Afonso Henriques em 1166. Em 1176, o rei a doou à Ordem de Avis, e, em 1182, foi concedido o primeiro foral à vila, que foi posteriormente confirmado por D. Sancho I e D. Afonso II, e renovado por D. Manuel I em 1513. Este foral marcou o início de uma nova era para Coruche, fortalecendo a sua posição na região.

A vila teve representação nas cortes, com assento no 14º banco, uma prova de sua importância crescente. Após passar para os domínios da Ordem de São Bento de Évora, Coruche continuou a prosperar, com a intensificação do povoamento e a fixação de diversos grupos, incluindo o elemento judaico e árabe. No século XVI, Coruche já se destacava como um centro de progresso socioeconómico significativo, sendo, pela sua riqueza, um candidato natural à categoria de cidade. Foi também neste período que a Misericórdia de Coruche foi criada, com a construção de sua sumptuosa igreja, que substituiu a primitiva matriz destruída pelo terramoto de 1531.

A Igreja da Misericórdia, completamente reformada no século XVII e restaurada após o terramoto de 1755, é um dos marcos arquitetónicos mais importantes de Coruche. Com uma nave única e capelas laterais, o interior da igreja guarda valiosas pinturas. A sua fachada apresenta um frontão coroado por duas torres sineiras baixas, e no centro encontra-se o brasão da Misericórdia.

 

Economia e Atividades

Coruche é uma terra de fertilidade, onde a agricultura (arroz, tomate, milho, beterraba, girassol e vinha) floresce, assim como a exploração florestal (sobreiros, pinheiros e eucaliptos). A pecuária (gado bovino, suíno e cavalar) também é um pilar importante da economia local, além da indústria transformadora, com destaque para os produtos derivados do arroz, pinhão e cana-de-açúcar.

 

Festividades e Tradições

As festas de Nossa Senhora do Castelo, celebradas em agosto, e a tradicional Feira de São Miguel, que ocorre no último fim de semana de setembro, são eventos marcantes no calendário local, reunindo habitantes e visitantes em celebrações repletas de fé e alegria.

 

Património Cultural e Turístico

Destacam-se o Rio Sorraia, o Miradouro de Nossa Senhora do Castelo, o Centro Histórico da Vila e uma série de igrejas, como a Igreja de São Pedro, Igreja de Santo António e a Igreja da Misericórdia. Estes locais são ideais para quem deseja conhecer mais sobre a história e tradições de Coruche.

 

Gastronomia e Artesanato

A gastronomia de Coruche é rica e autêntica, com pratos típicos como o bacalhau assado com migas, a sopa de feijão com couve e petingas fritas, o cabrito à moda de Coruche, o bolo branco e o bolo de noz. No campo do artesanato, a vila é reconhecida pelos trabalhos em vime, cortiça, olaria e trapologia, oferecendo peças únicas que refletem a tradição e o saber-fazer local.

 

Contactos

União de Freguesias Coruche, Fajarda e Erra



Fajarda

Com uma área de 53,9 km², a Fajarda destaca-se pela sua grande mancha verde, composta principalmente por pinheiros e sobreiros, e por terrenos de extrema fertilidade, onde florescem os cultivos de tomateiros, girassóis e arrozais. A sua pujança agrícola deve-se, em grande parte, ao rio Sorraia, que delimita a freguesia a sul, proporcionando as condições ideais para o desenvolvimento da agricultura local.

Criada em 1984, a Fajarda fez parte da freguesia de S. João Baptista de Coruche até então. Embora a povoação tenha sido fundada no século passado, os terrenos desta região pertenciam à Ordem de Avis, por doação de D. Afonso Henriques. A ocupação humana de Fajarda remonta a tempos antigos, sendo um local com uma história rica e profundamente ligada ao desenvolvimento agrícola da região.

 

Atividades Económicas

A economia da Fajarda é marcada pela agricultura, com destaque para o cultivo de arroz, tomate e milho. A indústria metalomecânica, a construção civil e o pequeno comércio também desempenham um papel importante na dinâmica local.

 

Festas e Romarias

A Fajarda celebra a sua tradição religiosa e cultural com a Festa em Honra a Santo António, que ocorre a 13 de junho, e a Semana Cultural, realizada entre maio e junho, oferecendo uma série de atividades que valorizam as tradições locais.

 

Património Cultural e Edificado

A Fajarda preserva um património cultural significativo, que inclui:

  • Igreja Matriz

  • Casa Solarenga e Capela no Monte das Gamas

  • Aglomerado residencial com tentadero em ruínas no Monte da Amieira

Estes locais de interesse são testemunhos da história rica e das tradições da freguesia.

 

Gastronomia
A culinária de Fajarda é simples, mas deliciosa, destacando-se o prato típico
Cachola com Batatas, uma iguaria que reflete os sabores autênticos da região.

 

Artesanato
A Fajarda é também conhecida pelo seu artesanato, com destaque para as
miniaturas de trajes regionais, que são representações do vestuário tradicional da área.

 

Informações e Contatos

Delegação da Fajarda

  • Morada: Rua do Minderico, 95, 2100-509 Fajarda

  • Telefone: +351 243678189

  • Fax: +351 243678189

     

Vila Nova da Erra

Situada entre a charneca e a vasta planície do Sorraia, a cerca de 8 km da vila de Coruche, Vila Nova da Erra é uma aldeia tradicional que preserva a essência da arquitetura popular. Com suas casas baixas, de paredes imaculadamente brancas, e ruas tranquilas que revelam belos contrastes de luz e cor, a aldeia oferece um charme rústico e sereno, ideal para quem busca a paz do campo.

A Igreja de São Mateus, com o seu estilo românico, é um dos principais patrimônios da aldeia. Destaca-se pelo painel de azulejos de estilo "mudejar" do século XVI e por uma única e curiosa pia de água benta. Em vez da tradicional coluna, a pia é sustentada por uma figura de pedra, datada do século XIX, que exibe braços cruzados acima da cabeça, segurando a taça de pedra, que remonta ao século XVI.

Na freguesia da Erra, ainda é possível admirar exemplares bem preservados da casa rural tradicional. Essas construções, de estrutura baixa e planta retangular, são feitas com materiais como adobe, tufo ou tijolo de "burro", e rebocadas com taipa, mantendo o estilo simples e característico da região. As portas e janelas, em madeira, completam o quadro de beleza genuína e simples.

 

Atividades Económicas

A economia de Vila Nova da Erra é essencialmente agrícola, com destaque para a atividade rural, acompanhada de um pequeno comércio local que preserva o caráter acolhedor da aldeia.

 

Festas e Romarias

A freguesia celebra a sua devoção com a festa em honra de Nossa Senhora do Vale, que ocorre no último fim de semana de julho. Além disso, a Festa da Cerveja é um evento popular que anima a comunidade, oferecendo um ambiente descontraído e festivo.

 

Património Cultural e Edificado

Os patrimónios culturais e edificados mais marcantes incluem:

  • Igreja Matriz

  • Casario típico da freguesia

  • Fonte dos Frades

 

Locais de Interesse Turístico

Vila Nova da Erra oferece aos visitantes o Miradouro das Barrocas do Tira Cão, um excelente ponto para apreciar a paisagem natural da região, com vistas deslumbrantes sobre a planície do Sorraia.

 

Informações e Contatos

Delegação da Vila Nova da Erra

  • Morada: Travessa da Escola, 2100-623 Vila Nova da Erra

  • Telefone: +351 243679462

  • Fax: +351 243679462